domingo, 21 de fevereiro de 2010

A FASCINANTE RAZÃO ÁUREA

"A Geometria possui dois grandes tesouros: um é o teorema de Pitágoras; o outro a Proporção áurea." (Kepler)

“Na origem, na gênese universal, Deus ao criar os ‘moldes’ para a geração do universo, sem dúvida, teve como um desses moldes divinos um número. Mas não um número qualquer, mas sim, um número especial, um número que estivesse presente na massa ‘informe’ e colossal do universo em criação. Este número cósmico e ao mesmo tempo mítico, está presente em diversos corpos e fenômenos da natureza, formando uma espécie de ‘DNA’ universal, sendo encontrado em conchas de moluscos, pétalas de girassóis, gomos de abacaxis, no corpo humano, nos chifres de cordeiros selvagens..., e até nos confins do universo.”


RAZÃO ÁUREA

A preocupação com a beleza, física ou do meio não é recente. A todo momento, fazemos julgamentos estéticos. Isto já vem dos nossos ancestrais. Acreditamos que desde os tempos primitivos o ser humano tem permanecido em “ estado de indagação ” sobre a harmonia e a beleza do universo. Mas quais os critérios que nos baseamos para realizarmos nossas avaliações?
Na tentativa de justificar o belo, definir a beleza, o homem procurou estabelecer uma ordem de comparação entre os objetos que o rodeiam. A Matemática guarda uma relação estreita com o belo, com o esteticamente agradável, que por muitas ocasiões aflora em seus mais variados temas.
Durante séculos, especialmente na Grécia Antiga, a beleza foi um conceito intimamente ligado à Geometria. Platão acreditava que o belo residia no tamanho apropriado das partes, que ajustavam-se de forma harmônica no todo, em equilíbrio.
Muitos acreditavam que a personificação desse ideal seria Helena de Tróia, que por possuir uma beleza tão deslumbrante, foi elevada à categoria de semideusa. No Egito, tinha-se como referencial de beleza a rainha Nefertiti, esposa do faraó Amenófis IV, que possuía um semblante perfeitamente simétrico e perfil bem delineado.

Obras da arquitetura clássica, como o Parthenon, revelam o uso da razão áurea na busca de uma harmonia estética.

Durante a Idade Média, muitas Catedrais foram construídas utilizando equações matemáticas em seus projetos arquitetônicos, afim de que suas proporções fossem perfeitas, ou seja, elas fossem mais belas.

(Catedral de Notre Dame, Paris)

Com o advento da Renascença (fim da Idade Média e início da Idade Moderna), pintores renascentistas como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Albrecht Dürer entre outros, passaram a utilizar em suas obras o conceito da proporção áurea.
Atualmente com sua principal propriedade, a autopropagação, as secções áureas ultrapassam os limites da arte e da arquitetura, tendo aplicações em diversas áreas do conhecimento.

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